Aproveitando um excelente post que o Otacílio publicou em seu blog, sobre as dicas dadas por alguns fotógrafos brasileiros de como fotografar melhor, conteúdo retirado da Folha de São Paulo. Como também mencionado no Let’s Blogar, cada fotógrafo da dicas baseado em seus experiências e estilos, o que muita vezes pode fazer uma dica ser contraditória a outra.
Ao invés de apenas linkar o conteúdo, vou reproduzí-lo completo aqui, boa leitura!
- Pensar antes de apertar o botão. Parece óbvio, mas não é. Não pode ser uma ação banal ou mecânica. Tem que ser um ato pensado, com reflexão.
- O modo automático é bom para não perder o momento. É rápido, prático.
- Em ambientes escuros, a melhor coisa é aumentar o ISO e diminuir o flash.
- Não adianta nada ter uma câmera com 10 Mpixels se a lente é ruim. É um conjunto, uma sintonia entre máquina, definição e lente.
- Fujam do zoom digital. É mesma coisa que tirar foto sem zoom e ampliar no Photoshop. Zoom óptico é muito melhor.
- Fotografar pela telinha é legal, facilita a idéia da composição. Dá para ter uma boa noção de enquadramento. Diminui aquela história de cortar a cabeça das pessoas.
- Usar o flash mesmo em dias muito claros. É bom para reduzir as sombras.
- Em fotos ao ar livre, quase sempre a luz não ajuda. A dica é testar várias opções, várias fotos e clicar à vontade.
- Uma boa dica para tirar retratos é clicar na sombra e sem o flash. A chance de dar certo é mais alta.
- Para fugir daquelas fotos posadas entre amigos ou familiares, pode-se buscar o inusitado durante os preparativos. Aproveite a preparação para extrair um detalhe bacana, uma pose inesperada.
- As pessoas devem se guiar pelo coração. E olhar com uma preocupação mais estética.
- Para fotografar crianças, preste atenção nos movimentos, na personalidade e olhares característicos deles. Cartier-Bresson falava em “momentos decisivos”. É importante tentar captar esses momentos da personalidade e do caráter das crianças.
- Toda mãe conhece muito bem seus próprios filhos, sabe as caras e bocas, as reações e expressões. Com esse conhecimento, fica mais fácil registrar certos momentos.
- É importante que as câmeras sejam rápidas. Tem umas aí que demoram um pouquinho para bater a foto, não têm sincronia. Tem que ser instantânea. Frações de segundo mudam toda uma cena.
- Parem de fotografar pela tela. Tem que fotografar pelo visor, sem a interferência do entorno. É importante ver o quadro fechado para compor a fotografia.
- Sempre tentar fotografar com luz natural. Fotografia é captação de luz. Usar o flash só em último caso.
- Para fotografar em festas, gire em torno das pessoas, procure a luz e o ângulo mais bonitos. É importante buscar a informalidade.
- Prestar atenção no ambiente é importante também. Veja a movimentação das pessoas, procure locais estratégicos para se posicionar.
- Na composição de uma foto, olhe vários lados, espere o momento ideal. Ter paciência é fundamental.
- O iniciante geralmente não contempla, não tem paciência. O prazer, às vezes, está na espera. A beleza vem com o tempo e dedicação. Antes de tudo, de qualquer técnica, repare, olhe.
- Para fotografar bichos, o Pantanal é um lugar fantástico. Tem que se camuflar e ficar “invisível”. Boa parte dos bichos tem hábitos noturnos, acordar cedo é fundamental.
- Uma dica é nunca usar cheiros (perfumes e desodorantes) e entender os ventos. Se posicionar com o vento batendo primeiro no bicho, depois em você. Se for o contrário, o bicho sente seu cheiro e foge.
- Fale com os sertanejos, os ribeirinhos, saiba onde e quando os bichos costumam aparecer. É preciso entender e respeitar os hábitos dos animais.
- Nunca chegue muito perto, eles (os bichos) ouvem muito melhor que a gente. Com uma teleobjetiva de 300 ou 400 milímetros já dá para conseguir fotos boas de bichos.
Clóvis Miranda
- Saiba escolher uma boa câmera amadora. Não pode se empolgar com quantidade de megas. Comprar uma máquina com lente boa, que tenha, no mínimo, duas programações além da opção automática. Que dê para alterar o ISO e a intensidade do flash.
- Às vezes a máquina se engana. Por exemplo, você vai num local onde há muito branco, a máquina automática a faz a leitura errada do ambiente. O fotógrafo tem que dominar a máquina, não o contrário.
- Não usar o flash é melhor. Na máquina amadora, o alcance do flash chega, no máximo, a 1,5 metro. Tem máquinas amadoras que aceitam flash externo, aí já é um pouco melhor.
- O cartão (de memória) é importante. Você compra uma máquina barata e o barato sai caro. O cartão tem que ser preferencialmente SD ou CF. São cartões bons, mais disseminados e baratos.
- Deixe fluir o encontro do fotógrafo com a pessoa fotografada. Tem que ser algo bem natural, sem pressão ou muita expectativa.
- Não gosto da espontaneidade, eu acho que é um senso comum. Procuro fugir do senso comum. Às vezes, fotos de pessoas contraídas são mais ricas e preciosas.
- Eu penso que o retrato tem que mostrar o que a pessoa é. Tem gente que me fala: “ai, eu saí dura na foto”. Respondo, “ué, você é dura”.
- É bom trabalhar com o ISO, saber usá-lo bem. Flash, só se for com carga mínima.
- Não vejo problema em fotografar pela tela. Se a pessoa tem concentração, foco, a telinha é ótima.


Por pura coinscidência, ontem à noite eu tava falando sobre Ring Flash com meu amigo Emerson (
Com certeza já entrou pra minha lista dos desejos rs… ainda mais em tempos de crise, essas soluções alternativas são muito bem vindas. =)














Twitter
Facebook
Flickr
Orkut